Relator do impeachment diz que parecer não trata de questões político-partidárias

Relatório será apreciado em plenário nesta terça, 9, a partir das 9h; se aprovado, Dilma Rousseff se tornará ré no processo de impeachment

Bernardo Caram e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

09 de agosto de 2016 | 09h56

BRASÍLIA - O relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, senador Antônio Anastasia, disse que seu parecer, que será apreciado nesta terça, 9, em plenário, trata apenas de questões de gestão orçamentária, e não da temática política e partidária.

Ao chegar ao Senado, o parlamentar foi questionado se a suposta presença do nome do presidente em exercício Michel Temer em delação premiada negociada pela empreiteira Odebrecht prejudicaria o processo. Isso porque parlamentares argumentam que vão votar contra Dilma pelo "conjunto da obra", incluindo denúncias no caso de corrupção da Petrobras.

"O processo se refere a decretos e pedaladas. São crimes de responsabilidade relacionados ao tema orçamentário. Não entramos e nenhum aspecto de questões políticas e partidárias", disse.

Também está no Senado um dos autores do pedido de impeachment, o jurista Miguel Reale Jr. Ele defendeu que denúncias do chamado 'petrolão' deveriam ter sido parte do processo. Segundo ele, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), retirou a parte do processo que trata da Petrobras por também estar envolvido em denúncias.

Reale demonstrou confiança na aprovação do relatório que pede o impedimento da petista. "Os elementos de provas são acachapantes conta a presidente Dilma, os fatos não são isolados. Houve uma ocultação deliberada, consciente das finanças públicas", afirmou.

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