Relator do 2º caso Renan pede explicações à cervejaria nesta 6ª

João Pedro enviará ofício à Schincariol, que teria comprado uma fábrica falida da família Calheiros

Agência Senado

04 de outubro de 2007 | 16h18

O senador João Pedro (PT-AM), relator do processo que apura denúncia de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, teria praticado tráfico de influência para favorecer politicamente a empresa Schincariol, vai enviar nesta sexta-feira , 5, aos representantes da cervejaria um ofício solicitando explicações sobre a compra, pela empresa, de uma fábrica de refrigerantes do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan.  Veja Também:  Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   A representação contra o presidente do Senado, protocolada pelo PSOL com base em denúncias da revista Veja, investiga se Renan teria intercedido a favor da Schincariol para quitar dívidas da cervejaria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e à Receita Federal, depois de a empresa ter pagado R$ 27 milhões por uma fábrica de refrigerantes de Olavo Calheiros. Na matéria, a revista afirma que a fábrica, que estava prestes a fechar, não valia mais do que R$ 10 milhões e que as dívidas da Schincariol com os órgãos do governo eram de cerca de R$ 100 milhões. Segundo João Pedro, o expediente terá como objetivo esclarecer algumas dúvidas a respeito dos valores pagos pela Schincariol na compra da fábrica de refrigerantes, bem como o motivo da aquisição e a forma de pagamento estipulada em contrato. "O objetivo do expediente é fundamentalmente esclarecer a compra da fábrica, para construir minha convicção e a dos demais membros do conselho sobre essa matéria", explicou João Pedro, em entrevista à imprensa. João Pedro lembrou ainda que, na última reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, realizada na última terça-feira , o processo que relata foi suspenso por 30 dias, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o caso e apresentar um relatório no mesmo dia em que forem analisados os outros dois processos a que Renan responde no colegiado, por quebra de decoro parlamentar. " Em 30 dias, os três relatórios deverão ser apreciados ao conselho e estou trabalhando para cumprir a minha parte", disse João Pedro. Outro processo investiga se Renan teria comprado, em parceria com o usineiro João Lyra, mas por meio de laranjas e sem declarar à Receita Federal, duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. Já a última representação apura denúncias de que o presidente do Senado e o empresário Luiz Garcia Coelho teriam montado um esquema de propinas para desviar recursos de ministérios comandados pelo PMDB. 'Com a proteção de Deus' O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) reafirmou nesta quinta-feira, 4, que será inocentado das acusações que pesam contra ele. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que vamos continuar ganhando (no Conselho de Ética), porque não há provas contra mim. Nós estamos com Deus, e Deus, mais do que nunca, vai nos proteger nesta Casa."  Ele fez a afirmação em resposta a uma pergunta sobre outro assunto. Jornalistas lhe perguntaram se discursaria na sessão solene que o Congresso está realizando em memória do ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães, que morreu há 15 anos.  

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