Gilberto Nascimento/Câmara dosDeputados
Gilberto Nascimento/Câmara dosDeputados

Relator diz que não acreditar em pressão no plenário para ampliar fundo eleitoral

Cacá Leão lembra que 'não houve pressão na comissão'; líder do governo na CMO, porém, diz que destaque pode ser aprovado

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2017 | 19h31

BRASÍLIA - O relator do Orçamento de 2018, deputado Cacá Leão (PP-BA), afirmou nesta quarta-feira, 13, que não acredita em pressão para ampliar o volume de recursos destinado ao fundo eleitoral no plenário do Congresso Nacional. O valor aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) é o mínimo previsto em lei, equivalente a R$ 1,716 bilhão.

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"Não houve pressão na comissão (por fundo eleitoral maior), acredito que não haverá no plenário", afirmou Leão. Segundo ele, a dificuldade em atender a todos os pedidos pode ter influenciado os parlamentares a não enfileirar mais uma demanda por ampliação de verba.

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Apesar disso, o líder do governo na CMO, deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), disse que há possibilidade sim de um destaque ser aprovado em plenário para alterar o valor do fundo eleitoral, que financiará as campanhas em 2018. Ele defende a ampliação para um valor superior a R$ 2 bilhões.

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Como mostrou o Estado mais cedo, deputados e senadores intensificaram as articulações para tentar aprovar um aumento no valor do fundo eleitoral destinado a financiar as campanhas do ano que vem. Assim como aconteceu com a tentativa de aprovar a anistia ao caixa 2, não há ainda um parlamentar ou partido que tenha assumido a dianteira e o ônus de apresentar uma emenda para mudar o texto do relator, mas a ideia é defendida por nomes do PMDB, PT, DEM e outras legendas. Líder do governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) é apontado como um dos articuladores da proposta.

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