Relator diz que é frágil defesa de José Mentor

O deputado José Mentor (PT-SP) foi ouvido nesta sexta-feira pelos parlamentares no Conselho Ética e repetiu o que havia dito no primeiro depoimento, em 17 de janeiro. O deputado aparece na lista de beneficiários da conta de Marcos Valério de Souza no Banco Rural. No depoimento, Mentor reclamou do fato de alguns conselheiros tentarem fazer uma ligação entre sua atuação como relator da CPMI do Banestado e o recebimento de R$ 120 mil do advogado Rogério Tolentino, sócio do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza na empresa 2S Participações. O dinheiro foi pago quando Mentor era o relator da CPMI.O deputado reafirmou que os R$ 120 mil foram recebidos pelo seu escritório de advocacia como pagamento de três pareceres jurídicos feitos a pedido de Tolentino. Ele voltou a dizer que a existência de notas fiscais e comprovantes de pagamento de impostos prova que os recursos não foram para seu próprio benefício. Mentor voltou ao conselho ontem, porque o seu depoimento no dia 17 foi interrompido por causa da votação na sessão do plenário da Câmara no mesmo dia.O relator do processo, deputado Edmar Moreira (PFL-MG), qualificou como frágil a defesa de Mentor. "É de uma fragilidade inconteste", disse Moreira. Para ele, o mais preocupante é Mentor ser relator da CPMI do Banestado e prestar assessoria para Marcos Valério. Na próxima semana, outros dois relatores deverão concluir a fase de investigação, permitindo a apresentação dos pareceres dos processos contra os deputados João Magno (PT-MG) e Pedro Henry (PP-MT).

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