Relator de novo caso Renan será indicado na próxima semana

O presidente do Conselho de Ética disse que está consultando membros e ainda não tem nome definido

Agência Senado,

09 de agosto de 2007 | 20h20

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), informou, nesta quinta-feira, 9, que a definição do relator da segunda representação por indícios de quebra de decoro protocolada pelo PSOL contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ficará para a próxima semana.   Veja também:  Cronologia do caso Renan     Em nota, Editora Abril diz que acusação de Renan é 'leviana'  'Laranja' de Renan é réu em processso na Justiça Federal Veja especial sobre o caso Renan    Quintanilha disse que está consultando os membros do conselho e que ainda não tem um nome. Ele garantiu que irá se esforçar para que o relator seja designado "o mais breve possível".     Nesta segunda representação, o PSOL solicita ao Conselho de Ética a abertura de processo investigatório para apurar as denúncias de que o senador Renan Calheiros teria utilizado seu prestígio político para favorecer a cervejaria Schincariol, em retribuição a um favor prestado a seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). A mesma representação objetiva esclarecer suspeitas de apropriação indevida de terras em Alagoas.   O presidente do Senado já responde a processo por suposta quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. A primeira representação, também protocolada pelo PSOL, baseou-se em denúncia, veiculada pela revista Veja, de que o parlamentar teria tido parte de suas despesas pessoais pagas por um lobista.   Defesa   Renan Calheiros utilizou a tribuna do Senado nesta quinta-feira para fazer acusações ao Grupo Abril, que edita a Veja, que no último final de semana publicou nova denúncia contra o senador, segundo a qual Renan seria o "sócio oculto" de uma empresa de comunicação em Alagoas.   De acordo com Renan, a operação de transferência do controle acionário da operadora de TV por assinatura TVA, que pertence à Editora Abril, à empresa espanhola Telefónica é ilegal, pois envolve o controle acionário de uma empresa de TV por assinatura por um grupo estrangeiro.   Após ouvir o pronunciamento do presidente da Casa, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), um dos três relatores da primeira representação contra Renan no Conselho de Ética,observou que o parlamentar não respondeu às acusações que sofreu.   "Se ele, de fato, tem documentos que lhe permitem apresentar denúncia contra a revista, é legítimo que ele o faça. No entanto, isso não muda sua situação. Até porque ele não respondeu às denúncias ainda, e só isso pode ajudá-lo",  disse.   Casagrande informou que os relatores esperam receber até a sexta-feira da próxima semana o resultado da perícia que vem sendo realizada pela Polícia Federal para orientar os trabalhos do colegiado.

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