Luis Macedo/Agência Câmara
Luis Macedo/Agência Câmara

Relator de minirreforma eleitoral diz que 'Supremo vive em mundo ideal'

Para Rodrigo Maia (DEM-RJ), decisão do STF de barrar doações ocultas de pessoas físicas para campanhas eleitorais foi equivocada; 'daqui a pouco o Supremo vai querer que a gente faça a campanha sem dinheiro, mas faz parte da vida', afirmou

Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2015 | 18h46

BRASÍLIA - O relator da minirreforma eleitoral na Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) que, após acabar com a doação privada de campanha, decidiu na tarde desta quinta-feira, 12, barrar as doações ocultas de pessoas físicas.

“Daqui a pouco o Supremo vai querer que a gente faça a campanha sem dinheiro, mas faz parte da vida. O Supremo vive num mundo ideal”, disse Maia. Para ele, a vedação incluída na minirreforma pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) não é a mais grave decisão do STF. “O grave é o fim do financiamento privado. Se os ministros do Supremo não vivem no Brasil, tudo bem. Mas, se eles vivem no Brasil, a decisão foi equivocada”, afirmou.

Para o relator, não há saída senão obedecer a determinação do STF. “A alternativa seria não ter eleição, que é uma decisão que converge com a cabeça da ditadura”, disse Rodrigo Maia.

O Estado não conseguiu contato com Romero Jucá ou com sua assessoria no final desta tarde. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliado de Maia e articulador da minirreforma eleitoral, não comentou a decisão da Justiça. (Daniel Carvalho

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