Relator da CPI mista da Petrobrás vira alvo de chacota da oposição

Marco Maia fez uma série de perguntas sem relevância à presidente da estatal, Graça Foster, que depõe na comissão; 'Vamos reconvocar', disse o deputado Francisco Francischini (SDD-PR)

Ricardo Brito e Eduardo Rodrigues , O Estado de S. Paulo

11 Junho 2014 | 16h40

Brasília - O deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI mista da Petrobrás, virou alvo de chacota de integrantes da oposição e da base aliada pelas perguntas que começou a fazer a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, que depõe nesta quarta-feira na comissão. Nas primeiras perguntas, por exemplo, ele questionou se a companhia "está preparada para os desafios do setor" e arguiu fatos conhecidos como a data de inauguração da última refinaria construída pela estatal.

O deputado Fernando Franceschini (SDD-PR) foi o primeiro a se irritar com Marco Maia. Ele disse que as perguntas eram repetidas e a própria Graça já tinha abordado tais temas na exposição inicial que fez - em vez de ter durado 20 minutos, a fala foi de uma hora. Outros parlamentares reclamaram em seguida.

O presidente da CPI mista, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), interveio e disse que era direito do relator fazer os questionamentos. Vital lembrou que Marco Maia tem 139 perguntas a fazer. O relator disse que, quem estivesse com pressa, poderia ir para casa e depois voltar para a CPI. “Nós vamos reconvocar a presidente Graça Foster”, gritou Franceschini. “É prova do Enem”, brincou o vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), para gargalhada no plenário.

Pelo regimento do Congresso, o relator é o primeiro a perguntar e não tem limite de tempo para fazê-lo.

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