Relator da CPI do Banestado foi desonesto, diz Gustavo Franco

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco não deu entrevistas sobre o pedido de indiciamento, mas divulgou nota no final da tarde classificando de desonesta a atitude do relator da Comissão Parlamentar (CPI), José Mentor que, segundo ele, confundiu questões técnicas do banco com irregularidades. Franco deixa claro que considera que a CPI tratou a questão ideologicamente e diz estar "totalmente sereno" em relação à sua atuação à frente do BC."A CPI do Banestado cometeu o equívoco de confundir divergências sobre políticas públicas com irregularidades. Matérias complexas, como a legislação sobre transações em moeda, foram tratadas ideologicamente e, equivocadamente, colocadas no campo de irregularidades", começa a nota.Gustavo Franco lembra que as investigações sobre evasão de divisas, que deram origem à CPI, foram iniciadas em 1996, quando ele dirigia a área externa. "Um assunto de tal complexidade técnica merece um debate técnico e não ideológico. O relator tenta desqualificar medidas técnicas como irregularidades. Não é honesto provocar essa confusão", diz. Segundo ele, todas as políticas públicas decididas na sua gestão foram debatidas e sancionadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo ministro da Fazenda e pelo presidente da República Fernando Henrique Cardoso. "Não se tratou de uma decisão pessoal. Estou totalmente sereno com relação às decisões tomadas como autoridade pública e quanto à lisura de meus atos durante o tempo em que servi ao governo Fernando Henrique", afirma Franco, por meio da nota.

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