Relator da CPI do Banestado deve ser deputado ligado a Dirceu

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), resistiu até o último momento à criação de uma CPI mista para apurar a remessa ilegal de dinheiro ao exterior. Ele só cedeu no final da tarde quando os senadores foram categóricos afirmando que, se não fosse mista, seria instalada uma CPI apenas no Senado. Aceitou o acordo, mas impôs uma condição: que o relatoria fique com o deputado José Mentor (PT-SP), ligado ao ministro da Casa Civil, José Dirceu, e tem bom relacionamento com João Paulo. Além de convencer João Paulo, os líderes partidários gastaram muito tempo tentando apaziguar problemas entre PFL e PSDB. O PFL bateu o pé pela presidência da CPI que, ao final dos entendimentos, ficará com um senador do PSDB. Outro problema foi com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora de um dos requerimentos de criação da CPI, que também queria a relatoria.O evasão de cerca de US$ 30 bilhões ocorreu, segundo a Polícia Federal, por meio de contas CC-5, principalmente pela agência do Banestado de Nova Yorque. A política apurou o envolvimento de políticos e empresários.

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