Relator da CPI da Petrobras diz que exumação de Janene é medida extrema

O relator da CPI da Petrobras, Luiz Sérgio (PT-RJ), acredita que a exumação do ex-deputado José Janene (PP-PR) só deve acontecer em último caso e após conversa com a viúva Stael Fernanda Janene. "Exumação é uma decisão extrema", comentou.

DAIENE CARDOSO E DANIEL CARVALHO, Estadão Conteúdo

20 de maio de 2015 | 20h42

Luiz Sérgio contou que foi surpreendido com a proposta do presidente da comissão, o peemedebista Hugo Motta (PB). Ele defendeu a realização de uma reunião fechada com a viúva para esclarecer pontos sobre o envolvimento de Janene no esquema de corrupção da Petrobras. "Tem muita coisa desencontrada", afirmou.

Ao final do depoimento do ex-diretor-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, Motta disse que não bastará um atestado de óbito para provar a morte de Janene. "Tem de ter um conjunto de provas", enfatizou.

O depoimento de Avancini durou menos de quatro horas. Proibido de falar sobre assuntos que fugissem do escopo da investigação sobre a corrupção na Petrobras, a oitiva foi uma das mais rápidas desses três meses de CPI.

No final, o ex-diretor presidente da empreiteira disse que procurou ser "o mais transparente possível". "Em momento algum acho que fomos vítimas", disse o executivo, falando a todo momento de "arrependimento".

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