Wilton Jr/Estadão
Wilton Jr/Estadão

Relator da CPI critica convocação de Graça

Deputado Luiz Sérgio também criticou a blindagem ao PMDB nos trabalhos da comissão, que não convocou nenhum dos suspeitos de operar propinas para a sigla até agora

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 17h33

Brasília - O relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ), se disse contrário à convocação da ex-presidente da Petrobrás Graça Foster para prestar depoimento na Câmara nesta quinta-feira, 26. Ela foi chamada em substituição a Júlio Faerman, representante da SBM Offshore no Brasil.

"Com toda sinceridade, acho que não necessitaria a vinda dela à CPI até porque a CPI, no meu entender, precisa dar uma guinada. Ficar ouvindo apenas ex-presidentes e ex-diretores da Petrobrás não fica uma imagem muito boa para a CPI", afirmou o petista.

Ele também endossou a crítica de alguns parlamentares pela blindagem do PMDB aos supostos operadores ligados ao partido, enquanto o suposto operador do PT, João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, teve sua convocação aprovada. Não foram convocados o lobista Fernando Baiano, o policial Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca e apontado como "carregador de malas de dinheiro" de Youssef, e o executivo da Toyo Setal Júlio Camargo, um dos delatores que afirmam ter pagado ao menos R$ 154 milhões em propina a pessoas tidas como operadores do PT e do PMDB dentro da Petrobrás.

"Por uma coerência, os tesoureiros dos outros partidos também deveriam ser, ao meu ver, convocados. Votei favoravelmente (à convocação de Vaccari) porque, desde a instalação da CPI, deixei muito claro que não queria nem perseguir nem proteger", disse o relator.

Tudo o que sabemos sobre:
CPI PetrobrásPetrobrásGraça Foster

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.