Relator afirma que Duda Mendonça não falou a verdade à CPI

O relator da CPI Mista dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), acaba de informar que foi constatada uma diferença entre os valores que o publicitário Duda Mendonça disse ter sido depositado na conta de sua empresa Dusseldorf, nos Estados Unidos, pelo empresário Marcos Valério Fernandes, e os que foram descobertos nas investigações feitas pela Justiça daquele país. De acordo com um alto funcionário do governo brasileiro que teve acesso aos documentos enviados pela Justiça dos EUA ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em Brasília, Duda teria recebido, na conta Dusseldorf, cerca de US$ 300 mil a mais do que os US$ 10,5 milhões que mencionou à CPI. O dinheiro foi depositado como pagamento por serviços prestados pelo publicitário à campanha nacional do PT em 2002."Temos de aprofundar as investigações, mas há a suspeita forte de que ele, Duda, não falou a verdade", afirmou Serraglio, em entrevista, após consultar, no DRCI, os documentos enviados, dos quais constam as informações conseguidas mediante a quebra do sigilo bancário de Duda pela Justiça dos EUA. As informações, arquivadas em computador, foram apresentadas ao relator pelo diretor do DRCI, Antenor Madruga, e pela secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas. "O Duda não falou a verdade. Ele deu um valor, na CPI, que não é igual ao que apareceu nas investigações", afirmou o relator-adjunto da CPI, Eduardo Paes (PSDB-RJ), que também compareceu ao departamento. Técnicos do DRCI já descobriram também que a conta Dusseldorf foi aberta em fevereiro de 2003, e não em maio como havia declarado Duda à CPI. Osmar Serraglio informou que na sexta-feira da próxima semana deverá ser elaborado um primeiro relatório parcial com uma analise preliminar da documentação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.