Relator acusa Lins de atrasar andamento de processo na Alerj

Deputado foi preso, no final de maio, durante a operação Segurança Pública S/A, acusado de esquema

Agência Brasil

01 de julho de 2008 | 17h08

O relator da Comissão de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Audir Santana, acusou o deputado Álvaro Lins  de estar retardando o andamento do processo, em que ele é julgado por falta de decoro e pode ter o mandato cassado. De acordo com Santana, o ex-chefe da Polícia Civil não entregou a sua defesa no tempo exigido, e com isso a Alerj precisou nomear um procurador para fazer a defesa do deputado.   Veja também: PF vê elo entre Álvaro Lins e milícias Entenda a Operação Segurança Pública, que envolve Garotinho PF cumpre mandado de busca na casa do ex-governador PF prende ex-chefe de polícia do RJ; MP denuncia Garotinho   Álvaro Lins foi preso, no final de maio, durante a operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal, acusado pelo Ministério Público Federal de formação de quadrilha armada, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção passiva. O parlamentar é suspeito de participar de uma quadrilha de policiais que oferecia segurança a contraventores em troca de dinheiro.   Segundo o relator, o recesso da Alerj, que começa nesta terça, não irá prejudicar o andamento do processo, já que os membros da Comissão de Ética irão continuar trabalhando. Ainda de acordo com Santana, Álvaro Lins deve ser convocado a prestar esclarecimentos à comissão na quarta-feira da próxima semana. Audir Santana disse que pretende apresentar o relatório do caso à Comissão de Ética dentro de quinze dias.   Caso os membros da comissão aprovem o documento, a cassação do deputado será votada no plenário da Alerj. De acordo com o deputado Audir Santana, está nas mãos da mesa diretora adiantar o processo de votação. "Uma vez que a gente encaminhe esse relatório para a mesa diretora, ficará em seu âmbito definir se fará ou não uma sessão extraordinária para a apreciação do relatório. Caso a mesa decida votar a cassação apenas em agosto, um processo de votação secreta decidirá o futuro do deputado", explicou Santana.   Serão necessários 36 votos para que o mandato do deputado seja cassado. Em protesto à demora na entrega da defesa do parlamentar, um grupo de manifestantes distribuiu, na manhã dessa segunda-feira (30), pedaços de pizza em frente à Alerj. Os manifestantes também entregaram à população uma lista com o nome dos 40 deputados que votaram a favor da libertação de Álvaro Lins no final de maio.

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