Relação entre PT e PMDB é como 'casamento estável', diz líder do governo

Cândido Vaccarezza, deputado federal pelo PT, e o ministro de Relações Instuticionais Luiz Sérgio defendem partidos aliados

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

31 de maio de 2011 | 16h11

O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), saíram na tarde desta terça-feira, 31, em defesa da aliança entre PT e PMDB, após um almoço que reuniu os principais líderes da base aliada na residência do deputado Waldir Maranhão (PP-MA). "O PMDB é um dos pilares fundamentais de sustentação do governo na Câmara, a relação do PT com o PMDB é a de um casamento estável, que não se dissolve com uma divergência pontual", declarou Vaccarezza, na presença do vice-líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).

Para Luiz Sérgio, o governo e o PMDB tiveram "um ponto de divergência" na votação do Código Florestal, o que ele considera "normal" na relação partidária. Ele não descartou futuras desavenças com o PMDB. "Não foi a primeira vez que ocorreu e não deve ser a última", admitiu. Mas ele logo emendou que o "PMDB tem sido um partido muito importante para a governabilidade".

Vaccarezza e Luiz Sérgio minimizaram a crise deflagrada na última semana entre PT e PMDB, depois que os peemedebistas apoiaram a emenda ao novo Código Florestal que concede anistia aos desmatadores até 2008. "Uma derrota em uma emenda não pode ser transformada em crise ou falência da articulação política", disse Vaccarezza.

Por fim, para reforçar a alegação de que a crise se dissipou e o PMDB é um aliado fiel, Vaccarezza lembrou que, no dia seguinte à votação do Código Florestal, os peemedebistas ajudaram o governo a aprovar a Medida Provisória que prorrogou por mais 25 anos a cobrança da RGR (Reserva Global de Reversão), encargo na conta de luz que o setor elétrico tentava derrubar no Congresso.

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