Relação da Petrobrás com empresa investigada dava confiança a investidor, diz presidente do BNDES

Luciano Coutinho depõe à CPI para explicar empréstimos que o banco fez a empresas que são alvo na Operação Lava Jato

Eduardo Rodrigues, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

16 Abril 2015 | 12h14

BRASÍLIA - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, apresentou nesta quinta-feira, 16, a história da formação e a composição societária da Sete Brasil, criada com a participação da Petrobrás para a construção de sondas de perfuração com conteúdo nacional. Ele também detalhou o cronograma de previsão de entregas dessas sondas entre 2015 e 2020. 

“A presença da Petrobrás na Sete Brasil, embora pequena, era suficiente para dar confiança aos investidores de que havia expertise e de que toda a operação seria bem sucedida”, disse Coutinho na CPI da Petrobrás na Câmara dos Deputados, onde depõe na condição de testemunha. 

Segundo ele, a participação da Petrobrás na Sete Brasil é de cerca de 9,36% e o objetivo inicial de construção de sete sondas chegou a 28 equipamentos, que foram encomendados a estaleiros diferentes por meio de licitações. Além de acionista, a Petrobrás seria afretadora e participaria da operação dos equipamentos. “É uma estrutura praticada no mercado, muito comum na Europa e nos Estados Unidos, contratualmente segura quando a sua estrutura é bem organizada”, disse o executivo. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.