Rejeição de MP prejudica servidor, diz governo

O governo já começou o contra-ataque à rebeldia do PFL, que deu os votos decisivos para derrubar a medida provisória que mudava a data de pagamento dos servidores públicos. O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, entregou aos líderes do governo que estão envolvidos na discussão uma tabela em que tenta mostrar que a decisão vai prejudicar os servidores públicos, que pagarão mais imposto de renda. No entanto, a devolução do imposto também será maior. Apesar da disposição belicosa, o Palácio do Planalto ainda não decidiu partir para a guerra. O governo avalia a conveniência política de editar uma nova medida provisória, depois de 15 de fevereiro, para restabelecer a que foi derrubada. Caso a opção do governo seja por restaurar a data de pagamento dos servidores que estava vigindo na MP derrotada com os votos do PFL, estará afrontando diretamente o partido. Mas como a decisão só precisará ser tomada a partir de 15 de fevereiro, depois da eleição da mesa diretora da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, poderá ser feita num outro ambiente político, que não signifique necessariamente a guerra com o PFL.

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