Rejeição a Lula é estável; Alckmin e Garotinho melhoram

A rejeição ao presidente Lula ficou praticamente estável na pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje. De acordo com o levantamento, 35,7% dos entrevistados não votariam em Lula, ante 35,8% da pesquisa anterior, realizada em fevereiro. O candidato tucano Geraldo Alckmin teve melhora nesse índice, passando de 39,9% de rejeição na pesquisa anterior para 33,5% agora. O pré-candidato do PMDB, Anthony Garotinho, também apresentou melhora nesse item, passando de 59,1% de rejeição em fevereiro para 50,7% na pesquisa divulgada hoje. Heloísa Helena, do P-Sol, ficou praticamente estável, passando de 47,5% antes para 47,7% agora. O diretor da Sensus, Ricardo Guedes, explicou que o cálculo de rejeição da pesquisa foi feito pelo critério de rejeição individual, que verifica o que acontece com cada candidato, como se ele concorresse sozinho. Segundo ele, este cálculo não é comparável com outro tipo de escala, em que, indagado em que votaria ou em quem não votaria, o entrevistado escolhe o nome numa lista. Guedes explicou ainda que, pelo critério de rejeição individual, considera-se que está "dentro do jogo político" o candidato que tem até 35% de rejeição, caso de Alckmin. Segundo ele, o presidente Lula está no limite. Já Garotinho, segundo Guedes, no atual cenário, não se configura ainda como uma terceira via. Ricardo Guedes, disse que o índice de rejeição do ex-governador do Rio de Janeiro, atingiu em abril o menor percentual da série histórica, iniciada em meados do ano passado. Na pesquisa divulgada hoje, a rejeição de Garotinho caiu de 59,1% para 50,75. Apesar de menor, o percentual ainda é considerado alto pelo diretor do Sensus.

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