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Rejeição a Bolsonaro bate recorde; 59% dos eleitores não votariam no presidente, diz Datafolha

Em cenário eleitoral, levantamento mostra que Lula tem 46% das intenções de voto, contra 25% do atual presidente

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 19h10

A rejeição ao presidente da República, Jair Bolsonaro, alcançou 59% da população, de acordo com a última pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, dia 9. Trata-se do maior índice de rejeição contra o mandatário registrado até agora. No levantamento anterior, divulgado em maio, a parcela da população que afirmava que não votaria em Bolsonaro de maneira alguma era de 54%. 

A mesma pesquisa mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o atual detentor do cargo: em dois cenários diferentes para o primeiro turno, Lula fica com 46% das intenções de voto, contra 25% do atual presidente. Em seguida aparece o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que está com 8% ou 9% das intenções de voto, dependendo do cenário.

Em um primeiro turno com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o primeiro fica com 5% e o segundo, com 4%. Outros 10% dizem não saber em quem votarão e 2% pretendem votar branco ou nulo. Já no cenário em que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) disputa no lugar de Doria, Mandetta fica com 5% e o candidato tucano fica com 3%. A porcentagem de indecisos e de votos brancos ou nulos permanecem iguais.

Em um eventual segundo turno, Lula marca 58%, contra 31% de Bolsonaro. Depois do atual presidente, os que sofrem maior rejeição são Lula e Doria, empatados com 37%. Ciro tem 31% de rejeição, Mandetta tem 23% e Leite, 21%.

Pandemia

De acordo com o mesmo levantamento, 56% avaliam que a gestão que Bolsonaro faz da situação de pandemia é ruim ou péssima para. Trata-se do maior índice desde o início da crise do coronavírus. Em maio, pouco depois da instalação da CPI da Covid, essa porcentagem era de 52%.

A porcentagem de pessoas que consideram o desempenho do presidente regular na gestão da pandemia, caiu de 27% para 21%. Os que avaliam o trabalho de Bolsonaro nessa área como ótimo ou bom oscilou de 21% para 22% dos entrevistados. 

Para 46% da população, o presidente é o principal culpado pela situação atual da pandemia no Brasil, que já conta com mais de 530 mil mortos. Em maio, esse número era de 39% e, em março, era de 43%.

O Datafolha ouviu presencialmente 2.074 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 7 e 8 de julho. Os entrevistados estavam distribuídos em 146 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

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