Reitores de universidades de SP brigam por verbas

Os reitores das três universidades estaduais de São Paulo se reunirão extraordinariamente na quinta-feira para tentar resolver um problema criado por deputados que remanejaram verbas das instituições. Na semana passada, durante votação do Orçamento para 2002, foram aprovadas emendas para o projeto de ampliação de vagas, que destina R$ 50 milhões às universidades. Cerca de R$ 12 milhões foram retirados da Universidade de São Paulo (USP) e outros R$ 5 milhões da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse dinheiro foi repassado para a Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Não entendo porque isso foi feito. Mexeram na autonomia das universidades e isso vai atrapalhar os nossos projetos para o ano que vem", diz o reitor da USP, Adolpho José Melfi. Segundo ele, o governo já havia decidido que a divisão da verba seria feita da mesma maneira que ocorre com o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ou seja, dos 9,57% destinados às três universidade, 5,2% ficam com a USP, 2,3% com a Unesp e 2,1% com a Unicamp. Essa divisão leva em conta o número de alunos e de cursos oferecidos e existe desde 1989, quando as universidades ganharam autonomia para a utilização dos seus orçamentos. Para o deputado estadual Milton Flávio (PSDB), essa é mais uma razão para que a Unesp, instituição da qual é professor há 25 anos, receba mais dinheiro. "A USP já recebe todo ano 50% do total do Orçamento das três. Deveria ter a grandeza de não reclamar por perder R$ 12 milhões." O deputado foi autor de 15 emendas do projeto e diz que a Unesp é a única que já tem um plano definido de ampliação de vagas e de criação de novos câmpus.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.