Reitor da UnB pode ser convocado para CPI dos cartões

Se for chamado, Timothy Mulholland terá que esclarecer o uso de 266 cartões pela instituição

Agência Senado,

18 de março de 2008 | 13h06

O deputado Sílvio Costa (PMN-PE) afirmou nesta terça-feira, 18, que apresentará requerimento convocando para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos cartões corporativos o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland. A convocação teria como objetivo esclarecer o uso de 266 cartões pela instituição.   Veja também:   Controle dos cartões deve ser mais rígido, diz procurador à CPI Entenda a crise dos cartões corporativos   Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões  Acordo dá presidência da CPI mista dos cartões ao PSDB  Virgílio desiste de liminar para quebrar sigilo da Presidência   Ao participar de reunião da CPI, o deputado também informou que apresentará um requerimento com pedido de informações sobre o uso de cartões pelo Ministério Público e pelas universidades federais.   O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Eduardo de Vries Marsico foi o primeiro a falar à CPI dos cartões nesta terça-feira. Marsico falou na condição de convidado, ele é autor do pedido de liminar para que o TCU suspendesse provisoriamente a utilização dos cartões corporativos por funcionários do governo.   Para o procurador, os cartões corporativos se tornaram uma maneira muito fácil de se gastar, sendo assim, "é preciso que o controle também seja mais rígido". Segundo o TCU, no total, 7.351 cartões corporativos estavam em uso em 2007.   A pauta da reunião desta terça prevê ainda depoimentos de Paulo Paiva, ex-ministro do Planejamento no governo Fernando Henrique Cardoso, e de Jorge Pereira de Macedo, representante do Ministério Público junto ao TCU. Paulo Paiva chefiava a pasta no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o cartão corporativo foi adotado no governo federal.   Na quarta-feira, serão ouvidos os ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, e Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo é esclarecer os parlamentares da comissão sobre o uso e as investigações quanto aos cartões corporativos.   As autoridades da área de segurança federal serão ouvidas apenas depois da Semana Santa. No dia 25, estarão na CPMI o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, ministro Armando Félix, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Informação (Abin), Paulo Lacerda, além dos chefes dessas instituições no governo Fernando Henrique: Alberto Cardoso, ex-ministro do GSI, e Mauro Marcelo Lima e Silva, ex-diretor-geral da Abin.   A previsão é de que os requerimentos que pedem acesso a dados sigilosos de cartão corporativo da Presidência da República só sejam votados no dia 26. De autoria dos deputados democratas Índio da Costa (RJ) e Vic Pires Franco (PA), o requerimento pede informações à Casa Civil sobre os gastos com cartão corporativo do governo federal desde que começou a ser usado em 2002, o nome do titular do cartão, o limite mensal, o detalhamento dos gastos e cópia das notas fiscais das compras.

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