Reichstul: situação da P-36 é muito grave

O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, afirmou que prosseguem os esforços para impedir que a plataforma P-36 afunde, mas, nas palavras do próprio presidente, isso está cada vez mais difícil. Da meia noite até às 6 horas a P-36 afundou mais um metro e meio. O grau de inclinação do equipamento é de 24 graus. A P-36 não está adernando em nível maior, mas está afundando de uma forma contínua e progressiva. Segundo Reichstul, em 48 horas, se for mantido esse ritmo, ela poderá afundar completamente. Hoje pela manhã, houve uma tentativa frustrada de mergulhadores aproximarem-se do equipamento para avaliar o nível dos danos na coluna atingida e, se possível, iniciar os trabalhos de vedação das entradas de água. A plataforma sofreu movimentos bruscos e as equipes tiveram de ser retiradas do local. O que está comprometendo a estabilidade da P-36 é a quantidade de água que está invadindo compartimentos de flutuação. "Várias alternativas estão sendo estudadas para impedir o afundamento, como a injeção de ar comprimido ou nitrogênio dos tanques inundados pela água, mas o tempo trabalha contra nós. A plataforma está afundando lentamente, mas de uma forma progressiva", disse Reichstul. Segundo ele, a empresa não está estabelecendo limitação de recursos para resolver o problema. "Mas, infelizmente a questão é muito grave." Uma das alternativas que também está sendo avaliada é a utilização de alpinistas com experiência em situações perigosas para escalar o equipamento. Incluindo a torre, a plataforma P-36 atinge 80 metros. "O quadro hoje à tarde é pior do que hoje de manhã, que já era pior do que ontem à tarde", disse. Reichstul confirmou que dois terços dos trabalhadores da P-36 eram de firmas terceirizadas. O corpo do trabalhador morto no acidente ainda está na plataforma.

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