Rei da Suécia ressalta interesse em vender caças para o Brasil

Carl Gustaf reiterou que espera a continuidade do diálogo e da cooperação entre os dois países

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

24 de março de 2010 | 14h27

 

Carl Gustaf disse que espera muito da visita que fará à Embraer. Foto: Wilson Pedrosa/AE

 

BRASÍLIA - O rei da Suécia Carl Gustaf aproveitou o brinde que fez nesta quarta-feira, 24, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em almoço no Palácio do Itamaraty, para reforçar o lobby da empresa sueca Saab, que tenta vender o caça Gripen à Força Aérea Brasileira. Em discurso lido, antes do almoço, o rei disse que Brasil e Suécia têm capacidade de parcerias em alta tecnologia e inovação, especialmente na área de aeronáutica. Ele disse que espera muito da visita que fará às instalações da Embraer, na sexta-feira, 26, em São José dos Campos (SP) e da possibilidade de uma cooperação entre os dois países, no campo aeronáutico. Sem citar a tentativa da Saab, Gustaf reiterou que espera a continuidade do diálogo e da cooperação entre os dois países.

 

Veja também:

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifReis da Suécia iniciam visita ao Brasil por Pernambuco

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifSuecos tentam mostrar vantagens do Gripen ao governo

 

Um pouco antes, em discurso, o presidente Lula destacou apenas o crescimento do comércio bilateral, que, segundo ele, passou de US$ 900 milhões para US$ 2,3 bilhões no período de 2003 a 2008. Ele elogiou a atuação das empresas suecas no Brasil; disse que essas empresas são conhecidas por aliar avanço tecnológico com forte compromisso social e destacou o trabalho do rei Gustaf na questão do meio ambiente. Lula disse que conta com a Suécia como uma aliado para liberalizar o mercado de etanol na União Europeia.

 

"Estou convencido de que a Suécia e o Brasil tem um papel decisivo a desempenhar na COP 16, no México, ainda neste ano, disse o presidente, referindo-se à conferência do Clima que será realizada naquele país. "Com iniciativas inovadoras, em energia renovável, limpa e eficiente estamos apontando a direção a seguir", concluiu. O presidente não fez qualquer menção sobre os caças que serão adquiridos pela FAB. A preferência do governo brasileiro é pelo modelo francês.

Mais conteúdo sobre:
SueciaFABGrippenSaab

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.