Regras, agora; nomes, depois, diz Pimenta da Veiga

O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, defendeu, nesta segunda-feira à noite, em entrevista coletiva, que seu partido, o PSDB, só indique o candidato à presidência da República depois da Páscoa.?Assim, estaremos preservando o nosso candidato, porque há nenhuma razão para que (o nome) seja colocado com tanta antecedência, quando o governo está em plena ação administrativa?, justificou o ministro.Pimenta da Veiga afirmou que os dois principais postulantes do partido à candidatura, o ministro da Saúde, José Serra, e o governador do Ceará, Tasso Jereissati, devem continuar a expor suas idéias para a sociedade, para que elas sejam conhecidas.?Se eles tiverem a consistência que imaginam, um deles vai fixar-se e será indicado pelo partido. Se não tiverem, saberemos disso com antecedência?, explicou Pimenta. Pimenta da Veiga disse ainda que o PSDB deve decidir com a maior rapidez possível quais são as regras que vão nortear a escolha de seu candidato à Presidência da República e qual será o programa do partido.Com esses dois elementos, segundo ele, será possível discutir alianças com os demais partidos aliados. ?Sem nomes, não se fazem alianças?, comentou Pimenta.O ministro disse que os partidos aliados poderão sugerir acréscimos ou retiradas de tópicos do programa definido pelo partido, ?desde que (o tópico) não seja essencial?.Pimenta afirmou que ouviu do presidente Fernando Henrique Cardoso um desmentido sobre reportagem publicada na imprensa no último fim de semana, onde estariam sendo reproduzidas avaliações negativas do presidente sobre o governador do Ceará.?É uma interpretação que foge inteiramente ao que pensa o Presidente da República, e ouvi dele isto meia hora atrás?, disse Pimenta.O ministro disse ainda que apóia o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para que este seja reconduzido ao Palácio dos Bandeirantes.?Serei o mais ardoroso defensor da candidatura de Geraldo Alckmin a governador, que é uma função de grande importância e que não podemos colocar em risco.?

Agencia Estado,

26 de novembro de 2001 | 20h05

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