Regra da Sudam impõe ação de intermediários

Muitos empresários que estão sob investigação da Procuradoria da República e da Polícia Federal no caso Sudam revelam que tiveram de submeter-se à ação de intermediários por exigência da própria autarquia. "Se a gente não contrata escritórios de assessoria, a coisa não anda", afirma um deles. "Sem a intermediação de consultorias, o projeto fica parado por 30 anos na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, isso é Brasil." No início da semana, quando a PF deflagrou uma operação de busca de documentos e prisão de empresários, o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), foi à tribuna e afirmou que "o problema da Sudam não está em Belém, mas em São Paulo". Empresários que recorreram à superintendência para tomar financiamentos revelam que grandes grupos estabelecidos em São Paulo com débitos com o Imposto de Renda "alimentam a indústria da corretagem", pagando até 40% de comissão sobre o valor liberado pela Sudam. Segundo o procurador federal Ubiratan Cazetta, que investiga negócios supostamente irregulares da Sudam, "os escritórios transformaram-se em cartórios". Para Cazetta, "concretamente, isso é um sistema cartorial pelo qual o interessado é obrigado a contratar os escritórios". O procurador adverte que, "a partir do momento em que é criada uma estrutura dessas, facilita a ocorrência de tráfico de influência e fraudes".Mais informaçõesLeia Também:Escuta revela participação de servidores CAMINHOS DO DINHEIRO

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