Registros do Planalto não confirmam visita de Lina, diz Jucá

Líder do governo no Senado revela datas em que ex-secretária esteve no Planalto; nenhuma foi em dezembro

Carol Pires, da Agência Estado,

27 de agosto de 2009 | 17h14

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-AP), revelou em discurso em plenário nesta quinta-feira, 27, as datas e horários em que a ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira esteve no Palácio do Planalto nos últimos meses.

 

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Segundo o senador, nenhuma da datas que ele identificou no sistema de controle de entradas e saídas do prédio coincide com o período em que Lina Vieira disse ter estado no Palácio do Planalto para encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 

Segundo Jucá, foram as seguintes as datas em que Lina Vieira esteve no Planalto:

- 9 de outubro de 2008 - entrada às 10h13 e saída às 11h29;

- 22 de janeiro de 2009 - entrada as 17h59 e saída às 20h57

- 16 de fevereiro de 2009 - entrada às 16h57 e saída às 118 h35;

- 6 de maio de 2009 - entrada às 17h05 e saída às 20h33.

 

"Se a doutora Lina esteve no Palácio em outro dia, além desses, que revele", afirmou.

 

Ônus da prova

 

Jucá disse que cabe à ex-secretária da Receitas Lina Maria Vieira a responsabilidade de provar a acusação de que teria se encontrado com Dilma. "Acho que é Lina que tem que provar. Como ela faz uma acusações dessas se ela não pode provar?" indagou o peemdebista. Na sua avaliação, Lina Vieira está se perdendo nas acusações contra a ministra. "Ela avançou demais nas afirmações".

 

Na Comissão de Constituição e Justiça, a ex-secretária da Receita Federal insistiu que esteve em dezembro, em data próxima ao Natal, mas não soube precisar dia e horário. Nesse encontro, segundo relato de Lina Vieira à CCJ, Dilma Rousseff teria pedido para agilizar investigação sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

 

Jucá também negou que o edital para contratação do sistema de segurança do Palácio do Planalto obrigue o armazenamento das imagens de segurança por, no mínimo, seis meses, conforme revelado pelo site Contas Abertas.

 

O líder do governo manteve a versão do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e disse que o sistema de monitoramento de imagens deve ser armazenado por 30 dias. Segundo Jucá, seis meses é o prazo dado para armazenamento dos dados de entrada e saída da portaria do prédio.

 

O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), havia pedido à Casa Civil as imagens de segurança do prédio para comprovar se a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira se encontrou com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 

Colaborou Celia Froufe, da AE

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