Região não deixou brechas para abusos

EUROPA

Andrei Netto, PARIS, O Estadao de S.Paulo

29 de abril de 2009 | 00h00

Na Europa, não há brecha para farra com passagens aéreas. Parâmetros estritos de controle foram fixados no Parlamento Europeu e em órgão legislativos de cada país-membro da União Europeia. Exige-se dos representantes públicos cópias das faturas. Assessores e familiares não são contemplados.O exemplo que mais se assemelha ao brasileiro é o do parlamento europeu. Os 785 deputados têm cobertura total - mediante a apresentação de faturas - dos deslocamentos entre seus países de origem e o local das sessões, em Bruxelas, na Bélgica, ou Estrasburgo, na França. Para viagens extraordinárias, cada deputado tem direito a uma franquia anual de ? 4,1 mil para passagens, alojamento e alimentação.Essa política foi definida há cerca de três anos e segue os princípios de decoro dos países-membros. Na Assembleia Nacional francesa, equivalente à Câmara no Brasil, cada deputado tem direito a um cartão magnético que o autoriza a realizar, sem limite, viagens em todo o território nacional por via férrea, em primeira classe. O cartão é pessoal e intransferível.Deputados de cidades ligadas a Paris por linha aérea direta têm direito a voos. As passagens são limitadas a 40 viagens por ano entre a região do deputado e a capital, além de seis para deslocamentos entre Paris e outras regiões. Toda missão no exterior deve ser autorizada."Os franceses têm visão ambígua dos parlamentares", diz o cientista político Olivier Rosemberg. "Eles os consideram caros e corruptos, mas acham que os privilégios são necessários."

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