Região de Ribeirão registra dois casos de dengue hemorrágica

A região de Ribeirão Preto registrou dois casos de dengue hemorrágica - um em Ribeirão Preto e outro em Pitangueiras - sem mortes dos pacientes, além de um terceiro caso suspeito. As autoridades de saúde estão preocupadas com a confirmação de que vírus tipo 3 já circula na cidade. "Até o ano passado só prevaleciam os vírus tipos 1 e 2. Agora, após exames específicos, encontramos o do tipo 3. A maioria dos casos é autóctone", diz a enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, Sílvia Assumpção.O primeiro caso, de grau 1 (leve), foi confirmado em fevereiro, no Jardim Presidente Dutra, também sem morte do paciente. O segundo, de grau 2, ocorreu no Jardim Antarctica: uma mulher de 35 anos foi internada durante alguns dias no Hospital das Clínicas e teve um pouco de sangramento. Porém, recuperou-se. Outra mulher de 35 anos teve dengue, mas a confirmação se é clássico ou hemorrágico depende do resultado laboratorial do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. O quadro, porém, é parecido com o do segundo caso confirmado, segundo Sílvia. Dos 268 casos deste ano, apenas 20 são importados. Por isso, os arrastões e combate ao mosquito Aedes aegypti continuam na cidade, que teme por um nova epidemia.Pitangueiras teve o seu primeiro caso de dengue hemorrágica confirmado nesta semana. Um homem de 32 anos, migrante do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, que chegou ao município para trabalhar no corte de cana-de-açúcar no dia 8, apresentou sintomas da doença dois dias depois. Ele mora no distrito de Ibitiúva e ficou dois dias internado no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto. O caso, de grau um (leve), só foi confirmado em exame laboratorial. O município registrou, neste ano, 38 casos de dengue, sendo 5 importados. Segundo a secretária de Saúde de Pitangueiras, Ernestina Batista Luz de Carvalho, o homem que teve a dengue hemorrágica teve febre, cefaléia, vômito e mal-estar, no início da doença, além de desidratação. Alguns dias depois, ele apresentou efusões hemorrágicas na pele (sem sangramento), por isso foi internado para acompanhamento médico. Apesar do caso ser importado, Ernestina preocupa-se com a dengue na cidade. "As chuvas no início do ano ajudaram a proliferação de criadouros do mosquito e dificultaram o combate dos nossos agentes", diz ela. A migração de trabalhadores rurais de outras regiões também tem preocupado. No ano passado, Pitangueiras teve apenas quatro casos de dengue, todos importados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.