Regeneração de célula, esperença de cura da diabetes

Um novo estudo mostra que células produtoras de insulina podem regenerar-se, abrindo caminho para um futuro tratamento da diabetes que eliminará a injeção de hormônios.Na diabetes do tipo 1, ou juvenil, o sistema imunológico do corpo ataca e destrói um tipo de célula especializada que produz insulina. O hormônio é vital para manter os níveis corretos de açúcar no sangue.Regenerar e manter essas células no pâncreas poderá ajudar pessoas com diabetes do tipo 1 a produzir sua própria insulina. A pesquisa não se aplica à vasta maioria dos casos de diabetes do tipo 2, que é ligada principalmente à obesidade.Os pesquisadores vêm procurando meios de produzir mais dessas células especializadas em produzir insulina, chamadas células beta. O novo estudo, feito com cobaias, sugere que não há necessidade de procurar fora das próprias células. Os detalhes estarão na edição que sai amanhã da revista científica Nature.Pesquisas anteriores demonstraram que células-tronco embrionárias ou adultas também podem ser fontes de células produtoras de insulina. O estudo atual não encontrou evidências de que células-tronco adultas - que alguns grupos acreditavam oferecer uma alternativa ao embrião humano - estejam envolvidas na regeneração de células produtoras de insulina.?Isto agora está eliminado da minha cabeça e nos permite concentrar-nos nos dois tipos de célula (tronco e beta)?, diz um dos autores da pesquisa, Douglas Melton, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade de Havard.Mas outros especialistas discordam, dizendo que experiências projetadas de maneira diferente podem revelar que células-tronco adultas tem um papel a desempenhar na regeneração.?Precisamos manter todas as opções abertas?, diz Vijay Ramiya, que pesquisa células beta pancreáticas na Universidade da Flórida.Também não está claro se as células beta podem replicar-se em número suficiente para serem úteis. E persuadir células-tronco embrionárias a formar novas produtoras de insulina também parece difícil, uma vez que as células tendem a formar crescimentos tumorosos, diz David Prentice, da Universidade Estadual de Indiana e um dos fundadores do Do No Harm, um grupo que se opõe à utilização de células-tronco embrionárias.No mundo inteiro, existem cerca de 171 milhões de diabéticos, mas apenas 10% deles têm diabetes do tipo 1. A imensa maioria tem diabetes do tipo 2.

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