Refugiados palestinos do Iraque protestam para deixar o Brasil

Imigrantes afirmam que o Estado não está cumprindo as promessas feitas quando eles foram trazidos

EFE

22 de junho de 2008 | 19h38

Nove palestinos imigrantes do Iraque estão acampados em Brasília em frente a sede do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em protesto pelo suposto não-cumprimento de promessas feitas pelo órgão da ONU quando foram trazidos para o Brasil, informaram fontes oficiais.   Os manifestantes acusam a Acnur de não cumprir as ofertas que lhes foram feitas quando viviam em um acampamento na fronteira do Iraque com a Síria e a Jordânia.   Os refugiados fazem parte de uma centena que chegou ao Brasil ano passado, quando o país lhes abriu as portas e prometeu dar a eles o mesmo tratamento dado a brasileiros.   Um dos palestinos, chamado Farok Mansur, disse que eles preferem ir para outro país. "Eles nos prometeram que quando chegássemos seríamos levados a um hospital. Se responsabilizaram por mim quando me trouxeram para cá e devem resolver esse problema", disse Mansur. Ele e outros imigrantes também se queixam do baixo valor do auxílio que recebem, que é de 350 reais.   O porta-voz da Acnur no Brasil, Luiz Fernando Godinho, admitiu que o processo de integração dos refugiados "é longo, complexo e oferece muitas dificuldades". Mas afirmou que as demandas podem ser atendidas no Brasil, sem a necessidade de recorrer a outros países.   As famílias refugiadas estão em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e em Mogi Mirim, em São Paulo. "Muitas pessoas estão trabalhando, as crianças estão estudando, os casos médicos são atendidos pela rede pública de saúde, é um processo que está acontecendo dentro do previsto", disse Godinho. Godinho também afirmou que a demanda específica de removê-los para outros países é difícil de ser atendida, já que depende exclusivamente de outros países, e não da Acnur ou do Governo brasileiro.

Tudo o que sabemos sobre:
iraquerefugiadosprotesto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.