Reformas são tema principal entre os parlamentares

As reformas tributária e previdenciária devem concentrar a atenção dos parlamentares que retornam hoje a Brasília depois do feriado prolongado de cinco dias. As novas regras para a Previdência dividem a oposição e os partidos aliados do governo, que reagiram sobretudo à taxação dos servidores inativos. Antes mesmo do envio das reformas ao Congresso, previsto para o dia 30, o governo começa a ter dificuldades em sua própria base parlamentar. Para pressionar o governo a ceder em pontos da Previdência, os radicais do PT pretendem criar uma frente com outros partidos como PC do B, PDT e PSB. Ontem, falando para universitários, o presidente do PT, José Genoíno, disse que a negociação é uma marca do governo petista e pediu mudança na fórmula de cobrança dos inativos. Ele defende que seja feita por faixas salariais, atingindo quem ganha acima do teto de R$ 2.400.00 que o governo deseja fixar na reforma. Hoje, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, deverá se reunir com os coordenadores de bancada do PT na Câmara. Poderá ver pessoalmente as resistências à reforma da Previdência em seu próprio partido.Em meio à discussão que antecede o envio das reformas ao Congresso, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), pretende desobstruir esta semana a pauta que está trancada com cinco Medidas Provisórias. Se conseguir, os partidos de oposição como PFL e PSDB vão pedir a votação do segundo turno da emenda constitucional que modifica o artigo 192 sobre o sistema financeiro. Assim que a emenda for promulgada, o PFL pretende apresentar projeto de lei complementar estabelecendo autonomia para o Banco Central.O deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) disse que também deseja apresentar uma proposta. Já o deputado Paulo Bernardo (PT-PR) acha que, como o governo prometeu que esse assunto não seria tratado agora, a eventual iniciativa de Virgílio poderia acirrar ainda mais os ânimos dos radicais do PT já insatisfeitos com a reforma da Previdência. No Senado, o Conselho de Ética se reunirá hoje para receber o parecer do senador Geraldo Mesquita (PT-AC) sobre o suposto envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no esquema de escuta telefônica ilegal na Bahia. Ele deverá concluir pela quebra de decoro parlamentar do senador, mas ainda há dúvidas sobre o tipo de punição que, pelo regimento, pode ser advertência, suspensão do mandato ou cassação.Veja o índice de notícias sobre as reformas

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.