Reformas não são essenciais para governabilidade, diz Tarso

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que o Palácio do Planalto não precisa das reformas política e tributária para manter a governabilidade. Tarso informou, no entanto, que após a disputa pelas presidências da Câmara e do Senado o governo enviará ao Congresso as propostas de reforma elaboradas pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Conselho Econômico e Social e pelo Ministério da Justiça. "O governo não pretende protagonizá-las, ser um coordenador desse processo", afirmou.Em entrevista no Planalto, ele explicou que, embora "o governo Lula não precise das reformas", o Executivo considera uma "obrigação moral, política e institucional" defendê-las. Nos últimos meses, o Conselho Econômico e Social, que encaminha sugestões ao presidente, fez diversas reuniões para discutir a proposta de reforma nas áreas política e tributária. "O presidente Lula entende que a reforma política e a tributária são importantes para o país, por isso quer realizá-las", ressaltou. O temor do governo é que o empenho na defesa das propostas de reforma não seja bem recebido pela opinião pública e pelo Congresso. "Temos uma obrigação de realizar as reformas, mas isso não pode parecer uma chantagem em relação ao Congresso." Este texto foi alterado às 15h09

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