Reforma tributária vai ao Congresso até o dia 30, diz Lula

Presidente avalia que a proposta pode não ser a 'ideal, mas é a mais possível de se obter' em negociação

Leonêncio Nossa, enviado especial

19 de novembro de 2007 | 13h18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta segunda-feira, 19, que o governo enviará ao Congresso Nacional, até o dia 30 deste mês, a nova proposta de reforma tributária. Em discurso durante encontro empresarial Brasil e Alemanhã, em Blumenau (SC) Lula avaliou que a carga tributária, se aprovada a reforma, poderá não ser a ideal, mas "a factível e possível" de se obter na negociação com governadores e empresários.   Lula também informou que, nesta terça, o governo anunciará o programa de investimento em ciência e tecnologia de R$ 28 bilhões e em 15 dias um programa de política industrial.   Veja Também:   Lula quer 'popularizar' debate da reforma tributária     O presidente comentou também, no discurso, sobre as negociações comerciais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele destacou que a redução de tarifas de importação para produtos de países desenvolvidos não pode impedir o crescimento dos parques industriais dos países pobres. Lula criticou abertamente os Estados Unidos que, segundo ele, pretendem garantir subsídios de cerca de US$ 16 bilhões, nos próximos dois anos.   "Por tudo o que eu aprendi de matemática, não há diminuição de subsídio aí. Onde é que está a diminuição do subsídio. Estamos agora nessa peleja", afirmou o presidente. Ele disse que o Brasil está disposto a flexibilizar, mas qualquer acordo tem de beneficiar os países em desenvolvimento.   No evento, que reúne cerca de 240 empresários alemães e 1.200 brasileiros, Lula disse que o Brasil pretende ser uma "patrocinador" do acordo de livre comércio entre a União Européia e os países do Mercosul. Ele disse que não interessa ao Brasil crescer cercado por países miseráveis. "É por isso que a União Européia injetou dinheiro em países como Grécia, Portugal e Espanha, que não seriam o que são hoje sem essa ajuda", afirmou.   'Popularizar o debate'   Na última quarta, Lula  recomendou  ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que incorpore os "representantes de assalariados" no processo de negociação da reforma tributária. "Vamos popularizar esse debate", disse o presidente em encontro no Palácio do Planalto da Câmara de Política Econômica, no qual analisou a proposta de mudança no sistema tributário que deverá ser enviada em breve ao Congresso, segundo assessores do governo.   De acordo com interlocutores, Lula avalia que é importante, no processo de debate da reforma, a participação de centrais sindicais, por exemplo. O presidente teria endossado a proposta da equipe econômica de "desonerar" e "simplificar" o sistema tributário.

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