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Reforma tributária precisa de agilidade, dizem empresários

Em encontro com Lula, empresários lamentam que proposta do governo mantenha três sistemas de tributação

LU AIKO OTTA, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2008 | 14h12

A proposta de reforma tributária está no rumo certo, mas deveria ser aplicada de forma mais rápida e mais profunda. Essa foi a avaliação dos empresários, em reunião nesta quarta-feira, 27, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, disse que a proposta é "o triunfo da idéia de se buscar o sistema tributário, harmonizado com o padrão internacional".   Porém, ele lamentou que o sistema proposto pelo governo mantenha três sistemas de tributação sobre o valor agregado: o IVA federal, o ICMS e o IPI. Para o presidente da CNI, a desoneração dos investimentos deveria ser mais rápida. Na mesma linha, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que o desafio é buscar alíquotas menores e prazos maiores no sistema tributário. O presidente da Federação da Indústria de Minas Gerais (Fiemg), Robson Braga, e o empresário Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, reforçaram a idéia de urgência da reforma. "É preciso aprová-la este ano, porque acho que outras reformas precisam ser aprovadas." Já o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, apontou que a reforma pode iniciar a modernização geral da legislação brasileira na área econômica. "Houve uma mudança radical no comportamento dos negócios e a legislação continuou a mesma, enferrujada", afirmou.Os empresários aproveitaram para ressaltar ao presidente Lula que a desoneração tributária ajuda a elevar a arrecadação e não traz perda às contas fiscais do governo. O representante do setor de material de construção, Melvin Fox, da Associação Brasileira das Indústrias de Material de Construção (Abramat), afirmou que o setor cresceu 29% em janeiro, na comparação com janeiro do ano passado, graças à desoneração tributária promovida pelo governo. "A redução de carga tributária para bens de consumo deve continuar", afirmou.O presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg, afirmou que a desoneração de PIS e Cofins sobre computadores, feita pelo governo, fez com que o chamado "mercado cinza" caísse de 80% para 30% do mercado. "No ano passado, pela primeira vez, quase vendemos mais computadores do que televisão", disse. Ele questionou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o que acontecerá com o benefício, já que a reforma prevê a extinção do PIS e da Cofins.

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