Reforma tem que resolver déficit da Previdência, diz Rigotto

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, disse hoje, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que seja qual for o texto aprovado pelo Congresso de reforma da Previdência, ele terá que resolver o problema do déficit nos Estados e na União. "A previdência da União, Estados e municípios caminha para a insolvência", alertou o governador, que tem no Rio Grande do Sul 51% dos servidores na ativa, 49% de inativos que já pagam contribuição e mesmo assim, registra um déficit anual na Previdência de R$ 200 milhões. Para o governador, que logo mais à tarde participará, em Brasília, de reunião com o governo federal e um grupo de governadores, para conhecer a nova proposta que está sendo discutida entre os líderes dos partidos aliados, as mudanças no texto não poderão comprometer aquilo que é a razão da reforma: a redução do déficit crescente. Segundo ele, se as mudanças forem as que estão sendo anunciadas pela imprensa, os governadores terão que fazer "a conta de chegada" para ver o que representa isso dentro da busca de enfrentamento do déficit da Previdência."Eu diria que a integralidade dos futuros servidores é algo que não tem como ser mantida. Para os atuais, algumas mudanças compensariam essa integralidade. É isso que queremos ouvir do governo, e o impacto nas contas da Previdência", disse Rigotto. "Se nós não tivermos a reforma da Previdência, quem vai pagar a conta são os servidores no futuro, porque nós vamos caminhar para a falência da previdência estatal", alertou mais uma vez o governador. Rigotto elogiou o empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a aprovação das reformas tributária e previdenciária pelo Congresso. Para o governador, o presidente tem uma posição muito determinada para fazer as reformas. "Isso é fundamental para que elas sejam aprovadas no Congresso Nacional. O Poder Executivo tem que estar no mínimo ao lado do Congresso na votação de uma reforma constitucional. E eu acredito que essa confusão vai ser organizada e as reformas serão aprovadas", disse Rigotto, referindo-se às mudanças sobre o texto da Previdência, discutidas pelos líderes aliados, e que não foram levadas aos governadores. Rigotto lembrou, no entanto, que a palavra final sobre as reformas é do Congresso Nacional. "Os governadores têm que formar opinião, são co-responsáveis pelas reformas. Agora, quem vota é o Congresso", disse.

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