Reprodução/Internet
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'Reforma política' supera 'protestos' nas redes sociais

Houve uma escalada de tuítes sobre uma possível Constituinte, com 50% mais mensagens que as relacionadas aos protestos

Breno Pires - O Estado de S. Paulo,

25 Junho 2013 | 23h00

Nas redes sociais, que concentraram a mobilização da população para ir às ruas em manifestações por diversas causas nas últimas semanas, a reforma política assumiu, nesta segunda-feira, 25, o lugar ocupado pelos protestos depois que a presidente Dilma Rousseff (PT) propôs um plebiscito que defina a convocação de uma assembleia constituinte específica para o tema.

Houve uma escalada de tuítes sobre uma possível Constituinte, com 50% mais mensagens que as relacionadas aos protestos. Foram 45.140 tuítes contra 29.392, entre as 17h da segunda-feira e as 17h de ontem. O levantamento foi feito com base nos dados da Tribatics, que faz monitoramento de mídias sociais (veja gráfico abaixo).

De acordo com os dados do site Causa Brasil – que identifica os temas mais abordados dentro do Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google, com metodologia de pesquisa por palavras-chave, a cada hora –, a causa “reforma política” ficou à frente da causa “qualidade do transporte público” até o fim da manhã da segunda-feira, quando houve uma troca entre as duas, que seguiram equilibradas. Às 17h, 8,89% de cerca de 292 mil publicações analisadas se referiam ao transporte, ante 8,79% relacionadas à reforma política.

No Facebook, era possível ver comentários pró e contra a proposta de plebiscito para uma Constituinte. Entre vários comentários de pessoas que tentavam discorrer sobre o tema, a principal dúvida era se uma assembleia específica seria ou não constitucional – assunto que não tem unanimidade nem no Congresso. “A vida está realmente difícil para a Dilma e o PT! Fala em plebiscito para convocar constituinte para a reforma política e imediatamente todos, nas redes sociais, viram especialistas em direito constitucional, dizendo que não pode”, dizia um usuário do Facebook.

Alguns dos principais movimentos à frente de protestos, como o Passe Livre, não propuseram em suas páginas debates sobre reforma política. Um internauta questionou, pediu mobilização também em torno de uma reforma da Constituição, afirmando que era mais importante do que lutar pela tarifa zero, a bandeira do movimento.

 

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