Reforma política é adiada outra vez

Mal saiu da gaveta, a reforma política foi mais uma vez adiada. Diante das dificuldades de reunir quórum nesta quinta-feira e do racha na base aliada na hora de escolher o tema que deveria reabrir o debate da reforma, o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), tratou de fazer um acerto com o PT. A votação que deveria começar amanhã ficou para 25 de abril.O PFL bem que tentou articular-se com o PSDB para começar a votação pelo projeto que institui a fidelidade partidária. Mas o PMDB atrapalhou os planos pefelistas, fechando acordo com a oposição para dar prioridade ao financiamento público das campanhas políticas. Para sair do impasse, Bornhausen acertou hoje com o líder do PT no Senado, José Eduardo Dutra (SE), que os dois projetos serão apreciados na mesma data, depois dos feriados da Semana Santa.Mesmo acertados para votar os dois pontos ao mesmo tempo, vai ser difícil aprovar as duas inovações no sistema político partidário. "Ainda estou refletindo sobre o financiamento público das campanhas, mas em princípio não sou favorável porque ele não impede o privado nem acaba com o caixa dois", disse hoje o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). José Eduardo Dutra argumenta, porém, que fixando a quantia que cada partido terá para distribuir entre seus candidatos, fica bem mais fácil fiscalizar os abusos.

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