Reforma ministerial deve trazer poucas mudanças, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar nesta segunda-feira, 26, sobre a reforma ministerial. De acordo com ele, não haverá muitas mudanças nos ministérios em seu segundo mandato.Lula reafirmou em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, que grande parte das legendas participa atualmente do governo. "Você pode trocar alguns nomes, mas a maioria dos partidos já está totalmente contemplada", disse o presidente."Quando as pessoas começaram a especular sobre a reforma no Ministério, eu disse que o time tinha ganhado o jogo e que não havia necessidade de mudar", continuou. "Estamos fazendo uma composição política no Congresso Nacional com as mesmas forças das quais recebemos apoio no mandato passado."PMDBDurante o programa, Lula ressaltou também a participação do PMDB na coalizão. "Todo mundo sabe da importância do PMDB para consolidar a nossa base de aliança", disse o presidente.Lula afirmou, no entanto, que não está esperando a convenção do partido para definir o novo Ministério. "Eu não tenho compromisso de fazer depois ou antes da convenção", declarou. "O problema é que os partidos estão em um processo de alinhamento."NomesQuestionado sobre os possíveis novos nomes do Ministério, Lula desconversou. "Olha, até agora, todos continuam", disse. "Se você me perguntar isso daqui a dez dias, eu não sei se todos continuam."De São Bernardo, Lula respondeu por telefone cinco perguntas sobre o assunto. Só evitou responder a pergunta sobre a pressão para nomear a ex-prefeita Marta Suplicy em alguma pasta. A pressão é do PT, que quer Marta nas Cidades ou na Educação.De acordo com o presidente, a definição da nova equipe depende ainda das conversas com os atuais titulares de cada pasta. "O Gilberto Gil continua, o Waldir Pires continua, o Márcio Thomaz Bastos continua, o Furlan continua", afirmou o presidente referindo-se aos ministros da Cultura, da Defesa, da Justiça e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, respectivamente. "Eu também ainda não conversei com esses companheiros que, muitas vezes, vejo pela imprensa que têm vontade de sair."DemoraSegundo Lula, a demora na definição do novo Ministério não provocará atrasos nos programas do governo. "Pelo contrário, o governo está funcionando, nós estamos agora em uma fase de concretização do projeto do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento].""O que é importante para nós, nesse momento, é o povo brasileiro ter a certeza de que nós estamos preparando a máquina para funcionar melhor do que funcionou no primeiro mandato", conclui Lula.(Colaborou Leonencio Nossa)Texto ampliado às 17h54

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.