Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Reforma estruturante não se faz da noite para o dia', diz Cândido

Relator da reforma política na Câmara, Vicente Cândido justificou sua projeção para o longo prazo; sua proposta sugere que, se aprovado, o texto passe a valer somente nas eleições de 2020 ou 2022

Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 10h42

SÃO PAULO - O deputado federal relator da reforma política na Câmara, Vicente Cândido (PT-SP), disse há pouco reformas não são feitas da noite para o dia. Ele, que participa neste momento do Fórum Estadão - Reforma Política em Debate, disse que tem até aliviado suas críticas a seus pares por não estarem dispostos a aprovar a reforma já para 2018.

"Mesmo esse Congresso conservador está permitindo que façamos mudanças significativas no processo eleitoral", relativizou o deputado. De acordo com ele, a sociedade terá que ter um pouco de paciência e aguardar a reforma política para 2020 ou 2022.

"Mudanças de costumes estruturais precisam ser feitas nos médio e longo prazos. E por isso é que eu saí pregando o relatório para longo prazo, para 2020, 2022", disse.

Para Cândido, se em 2020 ou 2022 for aprovado no Brasil o modelo alemão, o regime distrital misto já será um grande avanço. Segundo ele, o sistema alemão prevê cotas para mulheres na política e, se aprovado no Brasil, acabaria com a "vergonha" de o parlamento conter 10% de mulheres. O deputado destacou ainda o fato de o modelo alemão ser mais barato.

Sobre o financiamento de campanha, o deputado disse esperar que seja aprovado o modelo de financiamento misto, como nos Estados Unidos. Para ele, não há modelo perfeito. O público, segundo Cândido, pode até gerar mais escândalos que o privado, dependendo do jeito que forem aplicados os recursos.

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