Reforma deve contemplar toda a coalizão, diz Dulci

O ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, afirmou que a reforma ministerial deve garantir a participação no governo de todos os partidos da coalizão. "O objetivo do presidente não é o de acomodar interesses, mas de assegurar a participação relevante no governo desses partidos, e eu acho que isso vai ser feito", disse Dulci ao deixar o Palácio do Itamaraty após participar de um seminário com entidades sociais sobre a política externa do governo.O ministro não quis, no entanto, confirmar se a nova composição do Ministério será mesmo anunciada por Lula na próxima quinta-feira como informou o ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro. TV públicaSobre a criação de uma Rede Nacional de Televisão Pública, Dulci disse que, na sua opinião, a estrutura de governo já existente na área de comunicações - como a Radiobrás e a TVE - deveria ser aproveitada. A idéia é defendida pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e foi publicada na edição do Estado desta terça-feira. Costa, lembrou Dulci, tem argumentado que existem condições técnicas para que esses serviços cheguem a todo o País. Dulci observou que a TV Nacional, ligada à Radiobrás, cobre hoje 30% do território nacional. Além disso, lembrou que existem a TVE nos Estados e a TV Cultura do Maranhão, que também são da União."O presidente Lula é quem vai decidir, mas, na minha opinião, deve-se aproveitar a estrutura de governo que já existe. Não se trata de criar uma coisa do zero, mas, sim, de dar extensão nacional a uma coisa que já existe", disse Dulci. Segundo ele, a Rede Nacional de Televisão Pública também seria uma estatal e cumpriria o papel de transmitir programas de interesse social que hoje não são abordados pelas TVs comerciais.O ministro negou que a idéia seja a de criar um sistema nacional de televisão pública apenas para divulgar as ações do governo. "As ações do governo falam por si", afirmou o ministro, lembrando que, em vários países - como Itália, Espanha e Inglaterra -, "existe TV pública forte, cumprindo o papel que outras redes de TV não têm."

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