Reforma de Haddad descongela 390 vagas

Líder do governo Fernando Haddad na Câmara Municipal, o vereador Arselino Tatto (PT) informou que o projeto do Executivo que prevê uma reforma administrativa na Prefeitura de São Paulo deve chegar a casa nesta terça-feira, 23. Na prática, o projeto autoriza a criação de cargos para as novas secretarias instaladas no início do ano pela administração petista, além de permitir o preenchimento de outras 390 funções congeladas desde 2009.

DIEGO ZANCHETTA, Agência Estado

22 Abril 2013 | 19h21

"Nos próximos 15 dias o debate na casa deve ser esse. Temos uma Controladoria Geral do Município já instalada, o controlador (Mário Vinícius Claussen Spinelli) está lá sozinho trabalhando", argumentou Tatto. Com apoio de pelo menos 42 dos 55 vereadores paulistanos em sua base governista, Haddad deve conseguir aprovar com facilidade a nova proposta.

Os cargos serão criados para as secretarias de Igualdade Racial, de Política Especial para Mulheres, de Licenciamentos e para a Controladoria Geral do Município. Outros 390 cargos comissionados que estavam congelados desde 2009 poderão ser preenchidos, se a proposta passar em duas votações no Legislativo.

Tatto ainda não tem uma estimativa de quantos cargos serão criados para as novas pastas. "Isso nós vamos saber amanhã, ao receber o texto do projeto", disse o líder petista. A oposição isolada ao governo do PT feita hoje no Legislativo se restringe a três vereadores tucanos (Andrea Matarazzo, Floriano Pesaro e Mario Covas Neto), a um do PPS (Ricardo Young) e ao parlamentar do PSOL, Toninho Véspoli.

Outros vereadores que trabalharam na campanha de José Serra (PSDB) e conseguiram a reeleição como campeões de votos - casos de Goulart (PSD), terceiro mais votado da cidade, e de Milton Leite (DEM), quarto colocado - já atuam em parceria com o governo do PT nas regiões onde possuem reduto eleitoral, na periferia da zona sul.

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