Geraldo Magela|Agência Senado
Geraldo Magela|Agência Senado

Reforma da previdência vai ficar para depois de eleições de 2018, diz Caiado

Líder do DEM no Senado prefere diz que prefere ver Lula candidato nas eleições de 2018, e prevê derrota do distritão no Congresso

Broadcast Político, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2017 | 14h25

O governo do presidente Michel Temer não vai conseguir fazer aprovar o projeto que enviou ao Congresso Nacional para reforma da Previdência, segundo o líder do Democratas (DEM) no Senado, Ronaldo Caiado (GO). Para o senador, o Planalto já está gastando capital político com a aprovação de outros temas complexos no Congresso. Além disso, é necessária a aprovação outros assuntos, tão ou mais importantes do que o sistema de aposentadorias, todos ligados à reforma do Estado.

“A reforma da previdência não tem a menor chance ser aprovada antes do processo eleitoral do ano que vem”, disse Caiado a jornalistas nos corredores do 8º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, no interior paulista.

No curto prazo, Caiado prevê a aprovação do projeto que muda a taxa de juros de referência nos empréstimos concedidos pelo BNDES, da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP). Na prática, a mudança reduz subsídios concedidos nos empréstimos, que passariam a ter taxas mais próximas das praticadas pelo mercado.

O texto-base da proposta foi aprovado na última quinta-feira, 24, pela Câmara. A votação dos destaques remanescentes ocorrerá na próxima terça-feira. Depois, a medida ficará pronta para ser apreciada pelo Senado. 

Caiado disse também que não devem ser aprovadas mudanças substantivas para a eleição de 2018 no projeto de reforma política que está em discussão no Congresso. As alterações precisam de 308 votos favoráveis na Câmara para serem aprovadas.

“Não vai ter distritão, para 2018 tudo continua como está”, afirmou o senador.

Eleições. Caiado disse que prefere que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja, no ano que vem, seja candidato à presidência da República. "Preferiria, para não criar no Brasil mais um mito, um Chávez, um Perón. Lula, se não for candidato, vai dificultar ao Brasil se modernizar e para conseguir sair do populismo", disse Caiado.

Segundo o senador, o Brasil precisa ver o Estado como um "grande gestor na distribuição de dinheiro".

"Gostaria que na eleição de 2018 pudéssemos enfrentá-lo e derrotá-lo e mostrar à população os males que eles fizeram ao País. Não que foram eles que inventaram a corrupção, mas que multiplicaram por mil e dilapidaram as estatais", disse Caiado. / com Reuters

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