Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Reforma da Previdência não pode entrar na briga política', diz Maia em crítica a Lula

Presidente da Câmara reagiu à fala do petista sobre 'evitar a reforma'

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2017 | 14h54

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta segunda-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter discursado contra reforma da Previdência. Em evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) em Porto Alegre, o parlamentar fluminense disse que esperava que Lula, pela experiência que teve como presidente da República, entendesse que a reforma não pode mais fazer parte da briga política.

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"Ontem, infelizmente, o presidente Lula, mais uma vez, fez um discurso populista contra a reforma. Esperava que o presidente Lula, com a experiência que teve, com algum sucesso em algumas áreas, mesmo sendo pré-candidato, e outras tantas pessoas entendessem que tem alguns temas, que em determinado momento, não podem fazer mais parte da briga política. A reforma da Previdência não é de direita, nem de esquerda, é a salvação do nosso Brasil", disse Maia.

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Em discurso durante congresso do PC do B neste domingo em Brasília, Lula afirmou que é preciso evitar a aprovação da reforma da Previdência, que "está acontecendo concomitantemente com o desmonte da Petrobras". "Não tenho mais idade de ficar criando movimento 'fora Temer' e ele estar dentro, de ficar gritando não vai ter golpe e ter golpe. Vamos ter que parar de gritar e evitar que isso aconteça mesmo. Isso não pode continuar acontecendo debaixo da nossa barba", disse.

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Maia, por sua vez, disse que, para projetar o Brasil para os próximos 20 anos, é preciso enfrentar temas de desgaste, entre eles a reforma da Previdência, prioridade "número um, dois, três". "Ou todos aqueles que vão para eleição no próximo ano estarão mentindo", disse. "O maior programa de transferência de renda que o Brasil tem não é o Bolsa Família, é a Previdência", disse. 

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Na avaliação do presidente da Câmara, caso a reforma não seja aprovada, não restará outro caminho para o governo federal que não seja aumentar impostos. "Sem a reforma da Previdência, não sobrará ao governo outro caminho que não seja aumentar impostos. Só que no momento em que a sociedade brasileira não tem mais condição de contribuir com o Estado brasileiro como um todo", disse.

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