Reforma da previdência ainda vai sofrer mudanças, diz ministro

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Luiz Dulci, afirmou hoje, durante um rápido informe que passou para a imprensa sobre a reunião que acontece entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de Estado e sindicalistas, que a proposta inicial do governo sobre a reforma da Previdência "com certeza sofrerá mudanças" a partir dos diálogos que o presidente vem mantendo com setores da sociedade. "Não viemos aqui apresentar uma proposta fechada, mas ouvir as centrais sindicais", disse ele.De acordo com Dulci, há consenso entre todos os sindicalistas reunidos neste momento sobre a necessidade das reformas previdenciária e tributária, mas há diferenças entre elas sobre alguns aspectos das propostas. Uma delas, alvo do debate que se realiza a portas fechadas no Parlamento Latino Americano, em São Paulo, é a questão do teto das aposentadorias do setor público. A Força Sindical propõe 10 salários mínimos e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), 20. Dulci não informou se as centrais apresentaram propostas de unificação das aposentadorias do setor público e privado. Outro ponto, segundo o ministro, que também não há consenso é sobre a taxação e o porcentual de taxação dos inativos.

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