Reforma agrária será na base do diálogo, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, está convencido de que a nomeação de superintendentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST) e outras entidades pró-trabalhadores rurais não vai acirrar conflitos no campo.Isso porque, segundo o ministro, o governo pretende fazer a reforma agrária com base no ?diálogo?. ?Conflitos e contradições que existam serão resolvidos num ambiente de permanente negociação?, disse ele nesta terça-feira, após participar da abertura do 1º Seminário do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, em Brasília.Rossetto demonstrou irritação ao ser questionado sobre o perfil dos novos superintendentes do Incra ? dos 29 espalhados pelo País, 26 receberam o aval ou já foram ligados a entidades como o MST, a Comissão Pastoral da Terra e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). ?Este é um tema exaurido. Todas as nomeações são de inteira responsabilidade do ministro e levam em consideração critérios técnicos, capacidade de gestão e o compromisso com programas de trabalho.?O perfil dos novos superintendentes, no entanto, desagradou ao presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo. ?Seria prudente que se nomeassem pessoas de conhecimento técnico notório e desvinculadas de movimentos político-sociais?, disse. Segundo ele, a preocupação da entidade em relação a potenciais conflitos no campo foi ?redobrada?.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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