Reforma agrária é mais que desapropriar terras, diz Lula

Presidente diz que vai levar como exemplo a todo o Brasil o modelo de produção que viu em Ceará-Mirim

Agência Brasil

13 de fevereiro de 2009 | 20h09

Ao discursar nesta sexta-feira, 13,  no Assentamento Rosário, que fica no município de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a reforma agrária não se resume a desapropriar terras e assentar pessoas.   "Não basta desapropriar, é preciso tornar aquela terra produtiva, ter crédito, levar assistência técnica, senão você apenas transfere a miséria da cidade para o campo", disse o presidente.   Em Ceará-Mirim, Lula visitou um dos 18 assentamentos atendidos pelo Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil. Nesses assentamentos, as famílias plantam frutas como mamão e banana, além de sementes para a produção de biodiesel. Os assentados têm ainda viveiros de peixes onde criam tilápias.   As atividades do programa garantem às famílias uma renda mensal média de R$ 750. Em Ceará-Mirim, os créditos concedidos pelo Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável somam R$ 2,9 milhões.   No discurso, Lula disse que vai levar como exemplo a todo o Brasil o modelo de produção que viu em Ceará-Mirim. "Tem assentamentos que ainda não conseguem ter uma produção organização como vocês aqui, porque predomina a visão da propriedade privada e da produção unilateral. Não é possível: esse modelo se esgotou, e vocês estão mostrando aqui a possibilidade de uma nova lógica."

Tudo o que sabemos sobre:
Reforma agrária

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.