Reestruturação da Infraero terá saída de apadrinhados

A decisão do governo de profissionalizar a direção da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e afastar os funcionários com cargos apadrinhados por lideranças partidárias é o início de um processo que pode levar a estatal a um destes destinos: a abertura de capital a investidores privados ou a privatização. Qualquer que seja a opção, a decisão tomada com base no novo estatuto da empresa, aprovado no dia 16 de abril, definiu que 109 funcionários terão de deixar a empresa. Desse total, 81 são afilhados de políticos.

AE, Agencia Estado

06 de maio de 2009 | 07h48

O governo encomendou estudos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e concluiu, pelas avaliações preliminares, que as opções futuras impõem uma ?limpeza? administrativa prévia na empresa. O BNDES está formatando a solução da abertura de capital. A Anac entrega até o fim de junho os cenários de fatiamento da Infraero - agrupando-a por blocos de rentabilidade dos aeroportos - e o passo a passo de um processo de privatização.

A abertura de capital ou a privatização têm em vista a necessidade de investimentos por causa da Copa do Mundo de 2014, as pretensões cariocas de sediar as Olimpíadas de 2016 e a eventual retomada do crescimento econômico na casa dos 5%, o que demandará uma nova malha aeroportuária. Da lista de 109 funcionários, 28 deles, todos indicados por políticos, já foram afastados. Mais 53 apadrinhados deixarão a empresa nas próximas semanas. A decisão de bloquear o empreguismo político-partidário na Infraero é dada como irreversível no Ministério da Defesa. Ontem, prevendo resistências, o ministro Nelson Jobim (Defesa) enviou para alguns líderes da base governista um resumo do novo estatuto da empresa e a escala de exonerações a cumprir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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