Reestimativa de receitas do Orçamento só sai após carnaval

Técnicos da comissão dizem que ainda faltam informações para reavaliação mais completa da arrecadação

Sérgio Gobetti, da AE

22 de janeiro de 2008 | 17h07

A divulgação da nova reestimativa de receitas do Orçamento de 2008 deverá ser adiada para depois do carnaval, informaram nesta terça-feira, 22, fontes do Congresso à Agência Estado.   Inicialmente, o sub-relator de Receitas da Comissão Mista de Orçamento, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), planejava divulgar sua reestimativa na quinta-feira, mas acabou acertando com o relator-geral do Orçamento da União, deputado José Pimentel (PT-CE), o adiamento do anúncio.   De acordo com técnicos da Comissão de Orçamento, ainda faltam informações para uma reavaliação mais completa do quadro de arrecadação deste ano. Além dos parâmetros econômicos, que podem ser afetados pela atual crise internacional, é preciso depurar da arrecadação de 2007, divulgada na semana passada pela Receita Federal, os valores que se referem às chamadas receitas "atípicas".     Ainda nesta terça, Dornelles deverá ter um encontro com o secretário da Receita, Jorge Rachid, para solicitar essas informações. E na quarta, ele e Pimentel se reunirão com o presidente da Comissão de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), para acertar o novo cronograma do Orçamento. O objetivo deles é o de divulgar a nova reestimativas de receitas junto com as estimativas de cortes nas despesas previstas no Orçamento - e não antes, como estava programado.   "Nós continuamos trabalhando com cortes de R$ 20 bilhões nas despesas", disse Pimentel. Na prática, entretanto, é possível que, dependendo da magnitude da reestimativa de receitas, esse valor caia para algo entre R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões. Tudo dependerá, também, da decisão dos parlamentares em relação ao valor de suas emendas a serem incluídas no Orçamento.   Até agora, já foram distribuídos R$ 12,1 bilhões para emendas - coletivas e individuais. O governo gostaria que esse valor fosse reduzido para, no máximo, R$ 10 bilhões, mas os líderes partidários pressionam para elevar o valor para cerca de R$ 14 bilhões. Nesse caso, em vez de parte da reestimativa de receitas servir para reduzir os cortes, seria canalizada para mais emendas.

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