Reeleito, Hélio põe Viracopos entre as prioridades

PDT e outros 11 partidos participaram da coligação do prefeito de Campinas; Pavan lidera em Paulínia

Tatiana Fávaro, CAMPINAS, O Estadao de S.Paulo

06 de outubro de 2008 | 00h00

O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), concedeu sua primeira entrevista coletiva ontem à noite como reeleito quando os votos de 67,87% das 2,1 mil urnas já tinham sido contabilizados. Hélio aparecia com 66,34% dos votos válidos (246.706 votos), enquanto seus adversários Carlos Sampaio (PSDB) e Jonas Donizette (PSB) registravam, respectivamente, 14,76% (54.876) e 13,88% (51.615) dos votos. Das urnas apuradas, 10,82% (78.384) dos eleitores deixaram de votar, 3,25% (23.507) anularam os votos e 1,91% (13.852) votaram em branco. Hélio disse que ficará na prefeitura os quatro anos de mandato, priorizará a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos e o projeto do trem de alta velocidade que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio. "Tenho um patrimônio político a zelar", afirmou. Embora o resultado da eleição tenha sido construído pela aliança do PDT com outros 11 partidos (PMN, PRP, PMDB, DEM, PTB, PP, PPS, PR, PT, PSC e PC do B), o prefeito disse que não vai "lotear a administração municipal". "Vou governar em função do povo, não de ideologia", disse. "Sou conservador em mudanças e não tenho esse cacoete de sofrer pressões externas." Campinas está entre os maiores colégios eleitorais do Estado de São Paulo, com 724.796 eleitores. "Campinas tem uma importância estratégica em número de eleitores", afirmou o prefeito. Ele disse que pretende viajar nos próximos dias a Brasília para reforçar o pedido de R$ 18 milhões em verbas para o túnel Joá Penteado, que será usado como novo trajeto para os ônibus rodoviários que chegam de São Paulo e da região; R$ 150 milhões para projeto de corredores de ônibus e R$ 10 milhões em emendas parlamentares. REGIÃO Em Paulínia, onde a violência marcou a campanha eleitoral (foram ao menos 15 boletins de ocorrência registrados até a quinta-feira), o candidato à reeleição José Pavan Júnior (DEM) liderava com 44,27% (15.329) dos votos válidos em 84,68% das urnas apuradas. O candidato petista, Dixon Carvalho, aparecia com 39,87% (13.806). Paulínia tem 45.556 eleitores. Na última semana, o PT de Paulínia registrou ocorrência e acusou militantes da coligação de Pavan de agredirem cabos eleitorais petistas em ao menos dois casos levados à Polícia Civil. Na região metropolitana de Campinas, as eleições ocorreram em clima de tranqüilidade, apesar da tensão que antecedeu as eleições em algumas cidades. Em Vinhedo, o ex-prefeito Milton Serafim (PTB), comemorou ontem à noite os 40,77% dos votos válidos. Vinhedo tem 47.088 eleitores. Mas enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não julgar recurso da coligação do petebista, Serafim ainda não terá certeza de que vai administrar a cidade nos próximos quatro anos. Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo acompanhou decisão da Justiça Eleitoral de Vinhedo, que impugnou a candidatura de Serafim. O candidato recorreu ao TSE. Serafim responde a dois processos na Justiça comum: um civil, no qual ainda cabem recursos, e um criminal, no qual os acusados ainda não foram sentenciados nem em primeira instância. No criminal, eles são suspeitos de formação de quadrilha e concussão (obter vantagem pessoal ao usar o cargo público). O civil prevê, além da perda dos direitos políticos por oito anos, uma multa de R$ 5,5 milhões a Serafim e dois ex-secretários da gestão 1996-2004.

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