Reeleito, Hartung assume com promessas feitas há 4 anos

Ao tomar posse nesta segunda-feira, como o primeiro governador reeleito do Espírito Santo, o governador Paulo César Hartung Gomes (PMDB), 49 anos, voltou a fazer as mesmas promessas de quatro anos atrás: consolidar as mudanças que estão dando aos capixabas um novo horizonte depois "de anos de desgovernos e da ação da marginalidade nas instituições públicas".Na solenidade na Assembléia Legislativa, onde Hartung tomou posse junto com o seu vice-governador, o ex-deputado federal tucano Ricardo de Rezende Ferraço, ele lembrou que "a quase totalidade dos atores políticos que não souberam entender a voz das urnas de 2002 perderam em 2006 a chance de um novo mandato". Em seguida, destacou: "não há impunidade que resista à ação do voto. Cedo ou tarde".Hartung assume este novo mandato em situação privilegiada. Além de ter sido reeleito com 77,27% dos votos válidos, o que o transformou em candidato proporcionalmente mais votado no País - Aécio Neves (PSDB) obteve 77,03% - ele conta com o apoio de diversos partidos políticos o que lhe garantirá na Assembléia Legislativa uma bancada governista de, pelo menos, 20 dos 30 deputados estaduais eleitos (12 deles reeleitos) em outubro passado.Mas sua maior tranqüilidade vem do resultado da sua primeira gestão. Pela primeira vez em pelo menos 12 anos, o Espírito Santo viu um governo terminar sem déficit de caixa - ao assumir, há quatro anos, Hartung encontrou os salários atrasados e fornecedores sem pagamento. Outro ponto importante neste seu primeiro governo foi o combate ao crime organizado que atuava no estado com o respaldo de autoridades públicas.Quando assumiu o Espírito Santo era um estado reconhecidamente dominado pelo crime organizado. Hoje, o crime parece sobre controle, ainda que os capixabas vivam alguns momentos de tensão com seguidas rebeliões carcerárias ou mesmo atentados, como os quatro ônibus incendiados nos últimos três dias.Nesta segunda, o governador reeleito deixou claro que o caminho é o da "consolidação das mudanças. Não permitir o retrocesso no combate à corrupção, à sonegação e ao crime organizado, e manter o equilíbrio orçamentário e financeiro para ter capacidade de investimentos próprios".Há quatro anos ele assumiu um governo deficitário. Na sua gestão, conseguiu acertar as contas, encerrando seu primeiro mandato com um orçamento para 2007 de R$ 10 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão serão destinados a investimentos próprios do estado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.