Reduzir reuniões do Grupo do Rio é consenso, diz Amorim

Em conversa ocorrida durante o café da manhã, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Felipe Calderón (México) e Michelle Bachelet (Chile) chegaram ontem pelo menos a uma conclusão: é recomendável reduzir o número de reuniões do Grupo do Rio. "Eles concordaram que é preciso fortalecer o grupo, tornando-o mais ágil", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. "Em vez de tanta reunião presidencial, poderíamos realizar reuniões de dois em dois anos e criar grupos de trabalho permanentes." Amorim avaliou que a reunião do Grupo do Rio realizada na capital da Guiana teve um saldo positivo. Ele disse que a ausência de 11 dos 20 chefes de Estado que compõem o organismo ocorreu por dificuldades de comunicação. "Tudo na vida pode ser melhor, mas acho que foi muito razoável", afirmou. "É preciso levar em conta dificuldades até de comunicação, pois não é todo mundo que tem avião para vir."Desde que foi criado nos anos 1980, o Grupo do Rio se reuniu 19 vezes. No ano passado, o encontro foi na Argentina. O presidente Néstor Kirchner, que deveria fazer um discurso na reunião da Guiana por ter sido o anfitrião do evento anterior, não compareceu à cúpula de Georgetown. O chanceler argentino, Jorge Taiana, representou Kirchner na reunião e no café da manhã com Lula, Bachelet e Calderón.

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